segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rock in Rio... eu achei que não ia.


Meu final de semana se resumiu a Rock in Rio.
Eu desdenhei, desdenhei, mas acabei ganhando um convite da minha amiga amada/melhor companhia na balada, Livia, e fui... porque né?
Quando eu aceitei, só sabia que era o dia do Coldplay. Confesso que sempre gostei da maioria das músicas, mas nunca foi paixão. Mesmo assim, achei que valia a pena. Depois olhei o line-up bem rapidamente no site e descobri que ia ter Maná, por quem eu também sempre tive simpatia, e Maroon 5, cujo vocalista eu acho gato e... bom, basicamente isso: eu acho o vocalista gato.
Fui totalmente desapegada esteticamente, preparada pra um super perrengue, mas a verdade é que fiquei positivamente surpreendida com a estrutura do evento. Tava tudo limpo, não rolou stress com fila, alimentação, nada. Só posso reclamar da variação climática que me deixou com uma garganta meio inflamada. Fora isso, tudo bom. Mesmo uns shows para com os quais eu tava com uma atitude meio blasé, acabaram sendo bacanas.
Frejat, por exemplo. Parecia uma atração daquelas bobas, mas ó, fez um setlist certinho, botou a galera no clima certo com aquele tipo de música que a gente não dá muita bola quando toca no rádio, mas que é boa de cantar em show, porque você sabe cantar de cabo a rabo e acaba dando vontade de pular. Achei fofo ele colocar o filho pra tocar Malandragem, ainda mais porque o menino não fez feio.
Zeca Baleiro foi bom, mas como eu já esperava que fosse gostar, fico sem vontade de comentar. Maná também. A única coisa que eu comentaria é: não entendi se eles são tipo brother do Andreas Kisser ou alguém falou que ia ser legal botar um bom guitarrista brasileiro pra tocar Corazón Espinado. A resposta não muda nada, mas se alguém me elucidasse, eu ia achar legal.
Que mais?
Skank foi um show BEM chato. Todas as letras de todas as músicas de todas as fases foram devidamente inseridas no meu cérebro por osmose, mas eu só queria que o show acabasse logo. Por motivos musicais e porque o Samuel Rosa insistia em pedir para as pessoas levantarem os braços, rodarem camisas e bandeiras, prometendo que seríamos capa do jornal O Globo de domingo. E daí? E daí que às 20h30, depois de 6h de festival começado, num dia com máxima de 35° no Rio de Janeiro... well, os mocinhos não estavam muito cheirosos (eu provavelmente também já fedia à essa altura). Então, a lembrança que eu vou levar comigo do show do Skank é um cheiro de cebola que arde o cérebro. Ah, e a certeza de que o Samuel tá cobiçando o posto de apresentador dos Shows da Virada da Globo.
Maroon 5 foi meio decepção. Primeiro e mais importante, porque o Adam Levine não faz a menor questão de iludir as fãs meninas heterossexuais. Me senti lesada. Segundo que era um daqueles shows que dá a impressão de que se trata apenas de um bom funcionário cumprindo com as suas atribuições. Não mais que isso. Aquelas conversas com a plateia em estilo americano, agradecendo a presença bla bla bla. Mas não foi de todo mal, cantaram os hits todos, fizeram o povo levantar os bracinhos e gritar. Por isso foi só meia decepção.
Agora, deixe-me falar sobre Coldplay.
Lembra que eu falei que não era paixão? Pois então, agora é. Porque eu vi um show do jeito que eu gosto. Sem grandes parafernalhas à la U2, mas (também por isso) foda de lindo! Nos detalhes visuais, na escolha inteligente do setlist, mas principalmente na apresentação de pessoas que fazem uma coisa com paixão. Não sei muito bem explicar o sentimento, mas ouvir música boa e ter a visão do Chris Martin fazendo um show com tanto prazer e dedicação é o tipo de experiência que eu agradeço pela oportunidade de ter tido.
Eu não vou lembrar a ordem das músicas, mas eu quero guardar a lembrança da luz amarela em cima da multidão enquanto eles tocaram Yellow, do piano customizado, o Chris Martin debruçado nele, a introdução de Viva la Vida, do violão surrado, daquele braço suado pichando "Ri♥", do sorriso de satisfação no fim do show, de quem faz isso não só por dinheiro e fama.

Depois de sábado à noite, ficou mais fácil entender que fazer alguma coisa com tesão dá resultados melhores, e eu preciso acreditar nisso agora, mais do que nunca.

Um comentário:

  1. Ai, que linda!
    Ri alto na parte do skank (me lembro de skunk? sei lá) ahuhauhuahua

    Bom mesmo é se sentir inspirada!

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